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terça-feira, 1 de abril de 2008

Áreas susceptíveis a inundações

ÁREAS SUSCEPTÍVEIS A INUNDAÇÕES NA BACIA DO RIO JAGUARIBE - PB 

Liése Carneiro Sobreira



Introdução

Historicamente João Pessoa não foi uma cidade que surgiu de um planejamento prévio, no século XVI no tempo da colonização esta cidade foi estabelecida pela necessidade de proteção, o que nos leva a acreditar que a antiga João Pessoa surgiu como localidade militar, só nos séculos posteriores é que essa característica alternou-se para cidade propriamente dita, com comércio, armazéns, governo local, enfim depois de muitas décadas é que João Pessoa (antiga Filipéia) caracteriza-se como cidade. No entanto, seu desenvolvimento se deu lentamente, partindo de Oeste para Leste, tendo limite o rio Sanhauá e a leste as praias. Porém, no período compreendido entre o século XVI até meados da década de 1940 o sítio urbano ocupava as margens do rio Sanhauá estendendo-se à leste pouco mais de 6 km – área hoje ocupada pelos bairros de Jaguaribe e Torre. Na zona litorânea havia as vilas de Tambaú e Penha (vilas destinadas à pesca).
Como a cidade comportava-se com um baixo índice populacional e o sítio urbano ocupava as áreas centrais, não havia as chamadas moradias em áreas de risco, pois as residências ocupavam o que é chamado de cidade alta, já os armazéns e comércio ocupavam a cidade baixa. Algumas residências ocupavam a encosta que faz o limite entre cidade alta e cidade baixa, essas residências eram dos homens pobres e livres, geralmente escravos que adquiriram a liberdade, porém não conseguiam integração social. O relevo tanto da cidade alta, quanto da cidade baixa é relativamente plano, salvaguardando a vertente que dá acesso entre os desníveis da cidade. O único inconveniente geomorfológico que havia era uma zona deprimida que encontrava-se nos limites do Engenho Paul, essa zona deprimida é hoje conhecida como Parque Sólon de Lucena (Lagoa), porém como não havia ocupação residencial essa área alagada não proporcionava contratempo aos citadinos.
A cidade comportou bem a população que ali vivia até meados da década de 1970, quando o governo local através de uma política populista criou a propaganda da vida na cidade, fazendo com que muitos moradores rurais migrassem para as cidades grandes, João Pessoa foi a cidade na Paraíba que mais acatou a vinda das pessoas da zona rural, porém essa política não priorizou o planejamento urbano, ou seja, recebeu as pessoas, mas sem um planejamento prévio não houve moradias e trabalho para todos, acarretando numa população marginal que iria ocupar as áreas públicas e viveriam nas chamadas zonas de habitação sub-normal. E essas zonas ou áreas públicas geralmente se encontram nos vales dos rios.
Assim, tem-se uma mancha urbana (João Pessoa) que está assentada geormorfologicamente sobre os baixos Planaltos Costeiros, relevo esse suavemente ondulado e que conta com vales dos rios encravados nesse Planalto – áreas públicas de preservação permanente. A cidade encontra-se entre o nível mais baixo do rio Sanhauá que corresponde a zona estuarina e o mar, tendo como resultado um prolongamento de material sedimentar que acumulado formou a restinga de Cabedelo, e nessa restinga está assentada sobre ela a cidade que leva o mesmo nome, estando conurbada, pois as linhas demarcatórias entre um município e outro são contempladas por zonas de ajuntamento de residências, salvaguardando o acidente geográfico que é o baixo do rio Jaguaribe, rio urbano em fase de sufocamento pela presença da ocupação urbana.
De maneira que a cidade de Cabedelo encontra-se na planície costeira, cuja sedimentação é oriunda do carreamento de sedimentos trazidos tanto pelos rios Paraíba como também pelo rio Jaguaribe (ROSA, 2003). A cidade de João Pessoa tem o seu sítio urbano praticamente sobre os Baixos Planaltos Costeiros, cuja linha de horizonte em direção ao oriente sofre rupturas abruptas dando o surgimento das falésias, ficando nítido o desnível entre o planalto e a planície costeira, ou mesmo as planícies flúvio-marinhas dos rios Paraíba e Jaguaribe.
O crescimento urbano se deu historicamente a partir do Porto do Capim na zona estuarina do rio Sanhauá, à época do início da colonização brasileira, a partir daí a cidade foi se expandindo em direção ao mar, ou seja, foi subindo para as áreas mais elevadas que se encontram sobre o relevo planáltico, porém sedimentar. A diferença de altitude entre o nível do mar (zero) e a superfície planáltica é um pequeno intervalo que gira em torno dos 40 metros. Como esse planalto é de origem sedimentar e supõe-se que seja resultado da decomposição do Planalto Cristalino denominado de Borborema, a superfície dos Baixos Planaltos não apresenta ondulações significativas, no entanto a impermeabilização da superfície desse relevo, pela instalação dos equipamentos urbanos, em muitos momentos não tem observado o detalhamento das nuances determinadas pela natureza da morfogênese no que tange ao resultado do trabalho climático modelando o relevo, dando pequenas sinuosidades à linha de horizonte, nesse sentido a topografia da superfície aparentemente uma planura, contém uma pequena declividade que permite o curso dos fluidos líquidos, nesse caso as enxurradas e torrentes.
O crescimento da cidade tanto pelo quesito relativo aos equipamentos urbanos, como também no contingente populacional deu-se de forma rápida, e nessa última variável inferimos que foi proporcionalmente maior do que o estado da Paraíba. Nas últimas três décadas a cidade quase triplicou o número de seu contingente, pois em 1970 a população residente era de 221.052 habitantes, hoje está próximo de 600.000, ou seja, um crescimento na ordem de quase três vezes mais em apenas trinta anos, assim nesse caso as áreas da cidade são locais em que estão sendo ocupadas não oferecem condições efetivas para um significativo aumento tanto urbano como populacional, pois a limitação não se dá somente pela confluência entre rio e mar, mas também pela vizinhança de outras sedes municipais que formam a grande João Pessoa, a partir dessa verificação passamos a olhar o adensamento dos equipamentos urbanos sobre o sítio em que está localizada a cidade (Ver Fig. 1)



Figura 1 – A grande João Pessoa: Cabedelo, Santa Rita e Bayuex – PB
Fonte Imagem Google Earth - 2006

O problema é que a densidade demográfica apresenta-se de forma desigual, onde a maioria dos habitantes reside na zona litorânea, acarretando a sub - moradias sem infra-estrutura, pois as pessoas de baixa renda buscam morar próximo da possibilidade do emprego, ou seja, como os bairros da zona litorânea (Tambaú, Manaíra, Cabo Branco e Bessa) possuem um adensamento maior e a oferta de trabalho sobe na mesma proporção, pois os moradores da classe média e alta necessitam de profissionais que vão desde vigias de prédio, jardineiros, empregados domésticos etc. No entanto esses profissionais não possuem a renda necessária para dividir as mesmas ruas e/ou residências da classe alta, daí esses moradores marginais buscarem nas áreas públicas quase sempre nas margens dos rios ou nas vertentes dos vales suas próprias residências, o que vem colaborar para ocorrência de sinistros como é o caso das enchentes, pois falta infra-estrutura às casas, ruas, lixo, esgotamento sanitário etc. Daí então, levantou-se o seguinte questionamento: Quais as localizações de áreas suscetíveis à inundação na bacia hidrográfica do rio Jaguaribe na cidade de João Pessoa - PB?



Arcabouço teórico-conceitual

Para se estudar uma paisagem antes de qualquer coisa é preciso pensar sobre como estudá-la. Quando se parte da necessidade de conhecê-la, busca-se através da análise seu entendimento, assim pode-se observar que “análise consiste em ir do composto aos elementos componentes” (Régis Jolivet, p. 74) decompondo o todo em partes que permaneçam com todas as qualidades do todo.
Mas, para se estudar a paisagem torna-se necessário compreendê-la. Conforme Tricart (1982) quando este afirma que a paisagem se compõe de diversos elementos concretos do ambiente considerando a existência de objetos mensuráveis. Para o autor, e esse mesmo autor complementa com a seguinte assertiva “uma paisagem começa, [...] em um lugar e termina num outro”.
Sendo que um dos objetivos desse trabalho refere-se à localização de pontos em que a concavidade do relevo permite que tal área seja inundada em um dado momento de maior concentração pluvial, ou seja, pluviosidade alta em um período curto (chuvas de alta magnitude), tratando-se do lócus inundável na bacia do Jaguaribe.No que se refere ao termo para isso Dolfuss (1973,p.17) conceitua o termo localização como sendo o um ato efetivo de que “localizar consiste em indicar as coordenadas geográficas (latitude, longitude, altitude), mas consiste, sobretudo em definir o sítio e a posição” (1973, p7).
Outro conceito de suma importância utilizado na pesquisa, é o conceito de região. Em Geografia a busca pela região é que define de fato uma seqüência de lugares onde o fenômeno ocorre. Pelo fato de se trabalhar com os elementos geomorfológicos e climáticos é notória a necessidade de se delimitar como uma bacia hidrográfica pode e deve ser considerada como uma região. Ora, para Jan Broek (1967,p.83) “as regiões não têm um tamanho fixo”, no entanto esse autor assegura que, se existe uma área com fenômenos análogos pode-se de fato definir uma região, pois a região e , nesse sentido região “[...] tem seu enfoque numa área específica que revela certa homogeneidade resultante da associação de características relacionadas dentro da área” (idem, p. 81).
Partindo dessa assertiva, busca-se delimitar a área de pesquisa à bacia do rio Jaguaribe, onde se localizam os principais pontos susceptíveis à inundação, juntamente com a descrição de sua forma, para assim compreender-se a relação entre os pontos de inundação nesta bacia. As inundações, conforme Manual de Desastres (1998), podem ser definidas como um transbordamento de água proveniente de rios, lagos e açudes, onde podemos classificá-las segundo sua magnitude e tipologia. Nessa pesquisa é necessário fazer-se referência às enchentes (ou inundações graduais) e alagamentos, sendo predominante a ocorrência de enchentes nas áreas estudadas. De acordo com o Manual de Desastres Os alagamentos constituem “águas acumuladas no leito das ruas e nos perímetros urbanos por fortes precipitações pluviométricas, em cidades com sistema de drenagem deficiente”, situação que também se encontra na bacia estudada. Com relação às enchentes, “as águas elevam-se de forma paulatina e previsível, mantendo-se em situação de cheia durante algum tempo e, a seguir, escoam–se gradualmente”, fenômeno encontrado nos períodos chuvosos, ocorrendo nos meses de maio a julho.
As enchentes ocorridas na bacia do rio Jaguaribe são de pequena magnitude, classificando a enchente em função do transtorno causado, onde a superfície inundada e duração do evento são relativamente pequenas.
A precipitação pluvial é o fenômeno variável principal para a ocorrência de uma enchente, considerando o relevo, o solo e a vegetação elementos colaboradores para a ocorrência, duração e intensidade do evento. Diferentemente, nesta pesquisa a chuva é considerada elemento responsável pela entrada de água no sistema, sendo considerada uma variável secundária, e o relevo a unidade principal, para a ocorrência das inundações, onde este será conseqüente o objeto de estudo, ou seja, os pontos inundáveis ou ponto de inundação.
Assim, considera-se os pontos inundáveis ou ponto de inundação como, área côncava na qual nos períodos chuvosos, ou em chuvas excepcionais de média ou elevada magnitude que cause transtorno à população.
Utilizando a distribuição espacial, tema proposto por Haggett in Harvey (1969), onde “a finalidade primordial da geografia é descrever e explicar a distribuição dos fenômenos da superfície da terra”, percebe-se então a importância se localizarem os pontos inundáveis para assim então elaborar a distribuição espacial desses pontos.
Após as aplicações das técnicas de localização e distribuição, parte-se para a investigação do que constitui o propósito principal da pesquisa, que é compreender as localizações das áreas susceptíveis à inundação da bacia em observação.em relação ao relevo e pluviosidade, principais condicionantes ao problema dos riscos e transtornos.



Material e Métodos

A investigação do fenômeno inundação, enquanto termo genérico na superfície da bacia do rio Jaguaribe, foi antecedida por investigação nos periódicos da cidade de João Pessoa, visto que estes noticiam a presença do fenômeno (inundação), sua distribuição das ocorrências na cidade e através desses periódicos pode-se observar o fenômeno no tempo, fazendo um levantamento histórico. Assim, através da observação da freqüência concentrada em alguns lugares específicos mostrados de forma temporal nos periódicos, o destaque foi para as ocorrências situadas na Bacia do rio Jaguaribe, ou seja, onde há maior ocorrência do fenômeno. A partir dessa constatação delimita-se a rede de drenagem inclusa na bacia hidrográfica e sub-bacia tributária e as microbacias, todos esses elementos topográficos são constituintes da recepção das águas pluviais.
A delimitação da bacia hidrográfica do rio Jaguaribe em documentação cartográfica se deu a partir da Carta da SUDENE de 1974, escala de 1:25000, e transferida a partir do escaneamento da figura para programa CAD. Os dados da geometria da bacia em sistema digital foram assistidos por computador onde são feitas medições de área, perímetro, a distância linear do rio e também das áreas urbanizadas que estão no entorno do rio e ocupando as vertentes e cabeceiras. Num segundo momento fez-se um processo comparativo, utilizando a carta da cidade atualizada em 1998 pela Secretaria de Planejamento Municipal – SEPLAN, e a partir de um overley a sobreposição permitiu a delimitação da expansão das áreas urbanizadas.
A área de inundação tem uma configuração geométrica côncava, cujo estrangulamento no escoamento superficial não permite a saída da água no mesmo fluxo de entrada nos períodos chuvosos, ou em chuvas excepcionais de média ou elevada magnitude que cause transtorno à população. Não resta dúvida que será necessário um aperfeiçoamento para o conceito de ponto inundação que aqui foi utilizado, pois considera-se como ponto inundável uma relação entre área côncava e precipitação necessária para causar alagamento e transtorno em um determinado lugar.
Inicialmente foram feitas algumas leituras da mancha urbana da bacia através de imagem de satélite do ano de 2001, isso para verificar a relação da extensão da ocupação do solo no sítio urbano. Há de se ressaltar que a ocupação tem uma cobertura que praticamente não existe a área rural. Num outro momento lança-se mão da carta topográfica Sudene / 3ª DL do Exército, nesse caso fica mais nítida a relação do relevo com a rede de drenagem, e assim pode-se verificar também o gradiente de declividade do principal rio urbano, que é o rio Jaguaribe. Por fim lançou-se mão de uma carta que permitiu observar em destaque o traçado da ocupação urbana, realçando os principais canais de escoamento. Essa carta permitiu a localização das áreas inundáveis em meio convencional cuja escala é de 1: 15.000.

Com a representação do espaço urbano da bacia em meio convencional ficou mais fácil a visualização do todo. Então, para estabelecer a localização das áreas em que houve inundações nos períodos de pluviosidade de alta magnitude recorreu-se ao noticiário de jornal, pois as reportagens procuram estar em todos os pontos em que acontece qualquer tipo de excepcionalidade.

Conforme se anunciou anteriormente as precipitações de maior magnitude são normalmente ocorridas no período de inverno, ou seja, entre os meses de junho a setembro, no entanto pode-se denominar como uma anomalia o inicio do ano de 2004, principalmente o mês de fevereiro em que nesse mês houve elevadas precipitações que inevitavelmente ocasionaram grandes transtornos com os alagamentos. Porém o intervalo de tempo que se mantive para uma observação mais efetiva foi relativa ao intervalo de tempo de doze meses, uma translação completa de fevereiro de 2003 até fevereiro de 2004.

Os dados relativos à precipitação foram coletados em estação climatológica convencional e numa outra digital. Após a coleta de dados passou-se ao tratamento desse quantitativo em planilha eletrônica ‘EXCELL’ para poder gerar gráficos que melhor representem a visualização dos volumes precipitados. Lembrando que a estação de digital contém um sistema de captação que pode coletar em poucos minutos, o que é por demais interessante, podendo-se assim estabelecer a magnitude num período de tempo bem menor, ou seja, até no mínimo de cinco minutos. Nesse caso toma-se como referência o cálculo estabelecido Molion em que propôs uma expressão matemática para a quantificação da precipitação para ambientes impermeabilizados com concentração de chuva:


1 MOLION, in: ARANTES, José Tadeu. Desmatamento e inundações. In: A máquina do tempo. Ciência Ilustrada, dez. 83, ano II n. 15. p. 68 – 75.

Ao aplicar essa expressão nos volumes de precipitação, na pesquisa efetuada por Conrad R. Rosa (2003) em uma microbacia urbana constatou que o trabalho erosivo torna-se bastante intenso, pois os telhados que cobrem as edificações e circundam a microbacia totalizam 1.000m2 como área de captação de águas. Nesse caso uma chuva de 1mm é capaz de despejar 1.000 litros d’água na microbacia, e em caso da superfície não apresentar resistência, o ambiente acaba por propiciar os movimento de massa de forma significativa em que a erosão será estabelecida como forma efetiva de trabalho de modelagem do relevo.
Após as precipitações de alta magnitude, verificadas inicialmente a partir do senso comum e posteriormente a partir das leituras mais técnicas, como a citada anteriormente, foi possível inferir sobre a questão relativa ao fenômeno inundação.
Num outro segmento, já fora do ambiente laboratorial, foi necessário a reambulação dos pontos cotados na carta, pois no momento em que os dados climáticos estavam sendo coletados, de forma on line, na estação digital e tratados no Laboratório de Geografia Aplicada - LGA do Departamento de Geociências da UFPB, e os informes sendo disponibilizados pela mídia eletrônica local, também sendo lido e armazenados no banco de dados do LGA, foi feita a verificação em campo da localização efetiva do lugar que estava sendo afetado pelo fenômeno inundação Para a efetivação dessa tarefa foram necessários equipamentos de localização como o GPS – Garmin III (de navegação, porém para o evento era suficiente dado a sua precisão conter erros de alguns metros) e também o registro fotográfico dos referidos lugares.
Para a compreensão dos elementos que compõem a rede de drenagem e conseqüentemente dos elementos geomorfológicos que propiciam a ocorrências de inundações do tipo enchentes, elaborou-se uma série de procedimentos para que se pudesse chegar a esse entendimento.
Para isso foi elaborado um mapa da hierarquia pluvial, baseada no modelo proposto por Straller, onde a partir disso definiu-se o principal curso da bacia de drenagem. Para a confecção desse mapa, foram escaneadas as cartas topográficas da Sudene na escala de 1:25000 que continham a bacia do Rio Jaguaribe. Após escaneadaa, as imagens foram montadas, e em seguida inseridas e digitalizadas utilizado o sistema CAD.
Logo em seguida, foi definida a densidade de drenagem baseado-se no modelo de Horton apud Cristofoletti (1980) definindo a relação entre o comprimento total dos canais de escoamento e a área da bacia. Para isso, dividimos a bacia do rio Jaguaribe em 4 (quatro) sub-bacias e foram mensuradas suas áreas utilizando-se o CAD, e posteriormente mediu-se o comprimento dos canais de escoamento através do curvímetro digital. Com isso, pôde-se calcular as densidade de drenagem das sub-bacias e posteriormente a média total da Bacia, tomando por base a fórmula:



Para verificar a disposição da rugosidade do relevo foi elaborada a Modelagem Numérica do Terreno tomando por amostras isolinhas oriundas de cartas topográficas da SUDENE.( Fig.2).
Foi também elaborado o perfil longitudinal do rio Jaguaribe, para corroborar com a análise da declividade do terreno através da relação entre a altitude e o comprimento do escoamento fluvial.
Foi calculado o índice de Declividade Média de Bacias Hidrográficas tomando como referência, a fórmula apresentada em ROCHA (1998), onde H é declividade média em %; ?1CN é o somatório dos comprimentos de todas as curvas de nível e ?h é área da bacia.



No que se refere ao sistema de precipitação que ocorre na bacia, através da correlação dos dados de precipitação pluviométrica com a ocorrência de inundação, levantou-se os dados num intervalo de 5 (cinco) anos, referente ao período entre 2000 e 2004, com dados referentes ao mês de junho, por este ser o mês que normalmente é o de maior ocorrência de chuvas de alta magnitude, como também dados em que se verificaram ocorrências excepcionais de chuvas alta magnitude. Para uma análise mais coerente sobre a relação de relevo, impermeabilização do solo pela urbanização e a precipitação, foi necessário um aprofundamento na área de climatologia. A coleta de dados climáticos referentes principalmente à precipitação se deu em estação convencional e digital no LES - Laboratório de Energia Solar e no LGA Laboratório de Geografia Aplicada da UFPB.



Resultados e Discussão

Caracterização da área em observação

Os canais de escoamento que constituem a bacia de do rio Jaguaribe, apresentam um padrão dentrítico de drenagem, típico de regiões formadas em estruturas sedimentares, tendo em vista que sua configuração espacial assemelha-se ao formato de uma árvore. O escoamento de água se faz de modo contínuo até o mar, sendo assim denominadas de exorreicas.
A classificação da Hierarquia fluvial, proposta por Strahler, 1952,, apoud Christofoletti (1980,p.104) define que
"os menores canais, são tributários, são considerados como de primeira de ordem, estendendo-se desde a nascente até a confluência; os canais de segunda surgem como confluência dos canais de primeira ordem, e só recebem afluentes de primeira ordem; os canais de terceira ordem surgem da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo receber afluentes de segunda e de primeira ordem; os canais de quarta ordem surgem da confluência de dois canais de terceira ordem podendo receber tributários de ordens inferiores."


Figura 2 – Hierarquia da Bacia do rio Jaguaribe

Assim, segundo essa classificação elaborou-se a hierarquia fluvial da Bacia do rio Jaguaribe (Fig.2) onde se verificou que possuem 25 afluentes de 1°ordem, 3 de 2°ordem e um de 3° ordem que define o canal de escoamento principal, receptor das águas dos canais de ordem inferiores. Juntos esses canais integram uma rede de drenagem que abrange 4100,63 ha com um percurso de 13,3km.
Desde sua nascente até sua foz, o rio Jaguaribe apresenta uma declinação suave. Analisando a sua declividade em setores (Fig.3), pode-se perceber que ao atingir o canal de escoamento principal (3°ordem), o rio apresenta uma relativa planura até atingir o mar, caracterizando uma drenagem de fluxo laminar. Sobre esse trecho do rio, encontra-se o Bairro São José, uma das áreas mais atingidas pelas enchentes, posto que este está inserido no canal receptor de águas de todos os tributários da bacia.


Figura 3 - Perfil longitudinal do rio Jaguaribe

Os canais de escoamento que juntos compõem a rede de drenagem da bacia do rio Jaguaribe, possuem uma densidade de drenagem mediana, medido a partir da correlação do comprimento total dos canais de escoamento com a área da bacia, onde através desse procedimento pôde-se definir a sua densidade de drenagem, em que,
"ao avaliarmos a densidade de drenagem, conhecemos o potencial da bacia e de seus setores, em permitir maior ou menor escoamento superficial da água, o que conseqüentemente conduzirá a uma maior ou menor intensidade de processo erosivos na esculturação dos canais." (BELTRAME, 1994)


Tabela 1 - Classificação da Densidade de Drenagem da Bacia por Setores

Com a Modelagem Numérica do Terreno referente à área da bacia do rio Jaguaribe, pôde-se verificar que o modelado possui uma suave elevação, desde a nascente do rio até sua foz, outro elemento observado no MNT e comprovado no perfil topográfico é da declividade por quilômetro.


Figura 4 - Modelagem Numérica de Terreno – Elaboração setor de SIG -LGA

Figura 5 - Modelagem Numérica de Terreno – Elaboração Setor de SIG - LGA


Distribuição das áreas de inundação

A partir da observação da freqüência de ocorrência de inundação na cidade, em dados de periódicos dos últimos 3 anos, pôde-se ver que os pontos mais susceptíveis à inundação na bacia estão distribuídos em 10 localidades (bairros), sendo elas, Castelo Branco, comunidade Beira Rio, Comunidade Rio Tinto, Comunidade Tito Silva, Cristo, Cruz das Armas, Jaguaribe, Mandacaru, São José e Timbó. Após esse levantamento, analisou-se a freqüência de ocorrência de inundações em cada localidades segundo informações obtidas através dos periódicos (ver Gráfico 1).



Gráfico 1 - Freqüência de ocorrência de inundações por localidades

Além desses pontos, a cidade também possui vários pontos de pequena magnitude (magnitude com relação ao transtorno) situados em algumas das principais avenidas, devido a sua concavidade e a impermeabilização impossibilitando a infiltração, fazendo com que a água fique acumulada.
A partir de uma medida aproximada do retângulo envolvente dos referidos bairros, extraído da carta topográfica de 1/25000, pôde-se ter uma base da disposição topográfica dos sítios, onde ocorrem os maiores transtornos.
O Conjunto Castelo Branco tem parte de seu sítio inserido em uma das vertentes do rio Jaguaribe que passa cortando o bairro de oeste a leste. A topografia do bairro apresenta-se de forma levemente inclinada, onde seu solo é impermeabilizado pelos equipamentos urbanos, de forma que toda água precipitada escoa para planície de inundação, onde esta por sua vez também se encontra impermeabilizada.
Assim, localizados e distribuídos os pontos mais vulneráveis a inundação verifica-se que estes estão inseridos nas áreas côncavas impermeabilizadas, ou estão situadas próximas à planície de inundação do Rio Jaguaribe, de forma que inundem nos períodos chuvosos, como ocorre na comunidade Chatuba no Bairro de Manaíra.

Análise das áreas suscetíveis a inundação

Análise do elemento precipitação

De acordo com a observação das precipitações que ocorreram no mês de junho nos anos de 2000 a 2004, verifica-se que a pluviosidade que incide na bacia é relativamente alta, chegando a 601,6 mm como ocorreu no mês de junho de 2003 (Gráfico 5), porém distribuídas de forma irregular sendo observadas nos momentos de alta magnitude e momentos com ausência de qualquer valor de precipitação, dando assim um ritmo entre presença e ausência de precipitação. No ano 2000 a precipitação foi 495,6mm e 86% desse total de chuvas ocorreram no mês de junho, em sete dias alternados (Gráfico 2).


Gráfico 2 - Pluviosidade – junho de 2000

O mesmo fenômeno verifica-se nos demais anos levantados, onde observado o mês de maior ocorrência de precipitação, pode-se afirmar que há uma baixa freqüência de ocorrência de chuva em cada intervalo observado. No entanto, sendo estas ocorrências de grande magnitude, verifica-se que, relativamente, há uma baixa intensidade e uma alta densidade de precipitação, fato este que pode ser percebido nos gráficos de precipitação do referido mês, ao longo dos últimos 5 anos.



Gráfico 3 – Pluviosidade – Junho de 2001



Gráfico 4 – Pluviosiade – Junho de 2002



Gráfico 5 – Pluviosidade Junho de 2003



Gráfico 6 – Pluviosidade – Junho de 2004

Após análise dos gráficos, onde pode ser verificada a distribuição da intensidade e densidade da precipitação, fez-se uma leitura da pluviosidade a partir da observação Densidade das chuvas obtida a partir da multiplicação do volume da precipitação (mm) pela área atingida em determinado período de tempo segundo, minuto ou hora (MOLION, 1983, p 75). Pode-se calcular o volume de água precipitada em casos de ocorrência de chuvas de excepcional magnitude, a exemplo da ocorrida no dia 24 de fevereiro de 2003, onde temos uma alta densidade em detrimento de uma baixa intensidade de chuva (Gráfico 7)



Gráfico 7 – Intensidade e Densidade das precipitações no mês de junho de 2003

Após a aplicação da referida fórmula, nota-se que no dia 24 de fevereiro de 2003, no intervalo de tempo de 12 horas choveu 95,6mm, sendo 42 mm em 2 horas, ou seja, significa que no período de 6 horas a precipitação foi equivalente a 96,600L numa área de 1000m². Esse volume precipitado em solos impermeabilizados traz consigo vários transtornos, principalmente quando a área impermeabilizada refere-se à planície de inundação.
Ainda com relação à questão climática vale salientar que na Zona tropical o mês de junho chove mais em decorrência da translação da terra, pois neste mês o sol está incidindo perpendicularmente no trópico de câncer, ocasionando a estação chuvosa no hemisfério sul, proporcionando a ocorrência de precipitações caracterizadas por serem curtas, de grande intensidade e magnitude sendo esse um dos fatores colaboradores para o estabelecimento das ocorrências das inundações do tipo enchente na bacia do rio Jaguaribe.

Recepção de águas

Além do fenômeno natural da precipitação, o que contribui para a ocorrência dos transtornos de inundação é a impermeabilização do solo a partir da forte presença de edificações, aliada a não observação dos elementos geográficos que constituem a paisagem no município como por exemplo, o estabelecimento de estruturas urbanas, assim como a infra-estrutura relativamente inadequada ao complexo paisagístico, o que tende a se estabelecer estrangulamentos do escoamento das águas das chuvas. Observa-se essa situação no conjunto dos Delegados que está localizado entre os bairros Bancários e Mangabeira, cujas residências foram instaladas na cabeceira do rio Timbó (afluente da margem direita do rio Jaguaribe), estrangulando a borda da bacia que comportava a nascente do rio e permitia o escoamento do excedente de superfície, alagando-se no período de chuvas que não precisam ser torrenciais.
A Bacia do rio Jaguaribe ocupa uma área de 4100,63ha, sendo este o maior rio urbano de João Pessoa, atravessando vários bairros da cidade, cujo percurso é de 13,3km. Já o seu afluente de maior extensão é o rio Timbó com 5,2km. Ao longo desses rios que ocorrem os maiores transtornos referenciados como inundações, decorrentes das precipitações concentradas, considerando-se que o Rio Jaguaribe apresenta um baixo grau de declividade, cujo gradiente médio é de 0,6%, medidos após confecção de perfil longitudinal. Segundo a classificação de Guido Ranzani (1969, p73), essa declividade pertence à Classe A, pois o relevo apresenta uma declividade muito suave. Assim o curso do rio Jaguaribe apresenta uma topografia aplainada onde o fluxo das águas possui baixa energia, tornando lento o escoamento do rio, permitindo a elevação do seu nível, e havendo chuva de maior intensidade, acaba por provocar inundações em vários trechos de seu curso.
Como já foi realçado, a impermeabilização do solo através de equipamentos urbanos é fator de relevância como colaborador para ocorrência de inundações, por não permitir a infiltração da água no solo; se isso acontece, a percolação da água no solo alimenta o lençol freático. A urbanização tem se expandido vertical e também horizontalmente, nesse sentido a cidade de João Pessoa possui o sítio urbano assentado em uma extensão superficial de aproximadamente 210km2, ou seja, 21.000ha (Fonte IBGE) denotando que a ocupação do sítio urbano se expande por quase toda a extensão territorial excetuando-se na limitação Leste imposta pelo mar, ao Norte por outro município que é Cabedelo (esse não possui nenhuma franja rural). Nesses dois casos não há mais possibilidade de expansão, porém nos outros sentidos há a possibilidade expansão, porém zona rural municipal vai diminuindo, por isso não há praticamente realce tanto em extensão quanto em produção. Ainda segundo o censo do IBGE referente aos dados do ano 2000, a população total urbana estava em 597.934 habitantes.
Ao correlacionar esses dados foi necessária uma análise comparativa do compartimento urbano referente à Bacia Hidrográfica do rio Jaguaribe em dois momentos, cujo objetivo geral se refere à compreensão da dinâmica do crescimento das áreas urbanizadas e sua relação com a ocorrência de inundações ao longo dos trechos ocupados das margens do rio. Observamos que em 1974 (Figura 6) a área urbanizada na Bacia Hidrográfica do rio Jaguaribe ocupava de 548ha, ou seja, 13,36% do total; em 1998 (Figura 7) a área urbanizada passou abranger 2693ha, o que corresponde a 65,17% do total da bacia, tendo um crescimento de 51,81% num período de 24 anos, atentamos ainda para a as margens do rio que foram ocupadas tanto nas encostas como nos trechos da planície de inundação. A sub-bacia do Timbó em 1974 não apresentava mancha de ocupação urbana de forma significativa, já em 1998 houve uma intensa ocupação e no ano 2000 é visível a impermeabilização sendo intensificada em diversos pontos da bacia hidrográfica, especificamente das cabeceiras dos rios Timbó e Jaguaribe com o avanço por parte do estabelecimento de conjuntos residenciais, como o Conjunto dos Delegados que fica cabeceira do rio Timbó, contribuindo para o estrangulamento do escoamento superficial daquela cabeceira que se encontra num relevo de tabuleiro.


Figura 6 – Área impermeabilizada da bacia do Jaguaribe - 1974


Figura 7 – Área impermeabilizada da Bacia do Jaguaribe – 1998.

A partir da análise da bacia, em dois momentos, tem-se a observação de que a cidade se expandiu descendo das cabeceiras e cumeadas do tabuleiro pelas vertentes e, conseqüentemente, para o fundo dos vales. Nesse último caso a ocupação normalmente tem sido feita por habitações subnormais (favelas). Isto posto, pode-se inferir que o problema da densidade demográfica urbana é a sua localização de forma desigual, onde a maioria dos habitantes das áreas consideradas mais críticas procuram residir os terrenos públicos que margeiam os rios urbanos por motivos diversos.. Essas habitações subnormais nos fundos dos vales, sem infra-estrutura em praticamente todos os sentidos ,incluindo o não exame da correlação precipitação pluvial e escoamento acelerado pela impermeabilização, são fatores que apontam para ocorrência de inundações.
Essas habitações normalmente agrupadas em forma de comunidades subnormais passam a ser identificadas por toponímia local, destacando-se a Comunidade Beira Rio na margem esquerda do baixo rio Jaguaribe, onde o fenômeno alagamento existe pela infra-estrutura urbana em que se observando a subida das águas do rio nos períodos de maior precipitação, o que provoca insegurança aos moradores.
O trecho mais crítico em relação à inundação do rio Jaguaribe foi verificado no baixo curso cuja margem esquerda fica no Bairro São José, assentado na superfície cujo relevo é de planície costeira no sopé da Falésia desativada (vulgarmente chamada de morta), vivendo aí nesse lugar 1360 famílias, distribuídas em 20,42ha. Assim, quando ocorrem chuvas de alta magnitude o bairro fica inundado, impossibilitando até mesmo a passagem de ônibus.


Figura 8 – Cartograma: Perfil transversal do Rio Jaguaribe. Elaboração Conrad Rosa - LGA



Figura 9 - Cheia do rio Jaguaribe Data; 17/06/03
Fonte: Jornal da Paraíba


Figura 10 - Trecho do rio Jaguaribe – 15.05.03 Data; 15/05/03
Fonte: Jornal da Paraíba


Considerações Finais

A partir do momento em que se fez a afirmação de que o sítio geográfico em que está localizada a cidade de João Pessoa assim, nesse caso, as áreas da cidade são locais em que estão sendo ocupadas por habitações subnormais, como é o caso dos vales e terraços fluviais referentes aos cursos de rios urbanos, estes lugares não oferecem condições efetivas para um significativo aumento tanto urbano como populacional, pois a limitação se dá não pelo adensamento dos equipamentos urbanos, mais pelas condições impostas pela natureza e suas nuances, no caso específico das precipitações que ocorrem muito concentradas em certos momentos e que são culminadas pelas agregações de elementos que corroboram para que haja inundações ao longo dos rios.
O relevo em que se encontra o sítio urbano da cidade de João Pessoa, é pertencente à classe planáltica, mas como esse se encontra sobre uma estrutura geológica sedimentar, não há como o relevo deixar de apresentar nuances de declividade significativa e assim permite vales bem encaixados com terraços fluviais bem abrangentes, normalmente esses são terrenos públicos e por isso acabam por servir à ocupação com edificações sub-normais. As comunidades que aí habitam acabam por ficar a mercê dos desígnios da natureza conjugados a impermeabilização estabelecida pelo conjunto de edificações de padrões normais e permitidos pelas Políticas Públicas.
Como foi verificado durante o período de observação é que houve uma situação bastante significativa de inundações deixando famílias com desconforto pela presença da água pela elevação do rio Jaguaribe que teve seu caudal aumentado de forma significativa devido à carga recebida a partir das concentrações existentes pela canalização efetiva deixada pelas edificações.


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5 comentários:

Luiz Amadeu Coutinho disse...

Excelente BLOG. Convido a todos a conhecer e publicar artigos no Geocomunidade.

Sucesso.

Luiz Amadeu Coutinho
Geógrafo
Geocomunidade

George R. C. Silva disse...

Parabens pelo artigo!

Topus Uranus disse...

Parabens pelo artigo!

Tenho uma dúvida. Qual foi o software utilizado na confecção do Perfil longitudinal do rio Jaguaribe?

Clarisse
Geógrafa

Equipe Editorial disse...

Olá Clarisse,

O perfil foi feito num software de CAD (desenho assistido por computador).

José Augusto A. disse...

Trabalho de alto nível e de relevante importância para o meio discente.
José Augusto