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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Chuvas remodelam paisagem


Fortes correntezas abriram crateras de até 3,70 metros de profundidade e deixaram cerca de cinco mil pessoas ilhadas, sem energia, nem comunicação. Essa situação foi vivenciada pela população de Camalaú, a 332 km de João Pessoa. Entre os meses de maio e julho deste ano o alto índice de pluviosidade assustou os moradores. Essa é a segunda reportagem da série "Desbravando o Cariri". O Norte vai relatar a situação das estradas que dão acesso ao município de Camalaú e as condições do açude que abastece a cidade depois de um inverno rigoroso.


 AESA alerta que desafio é conscientizar a população para não invadir áreas de inundações, como os reservatórios. Foto: Krika Melo

Uma vegetação resistente a um período prolongado de secas, mas solos frágeis à intensidade das chuvas. Essa característica é peculiar da caatinga. No verão, a vegetação se recolhe. A estratégia natural de sobrevivência é derrubar as folhas para evitar a evaporação de líquidos e minimizar o gasto de energia. Momento em que o verde imponente dá lugar ao cinza no cenário árido do Cariri. Basta o anúncio de água, logo as plantas se recompõem com a mesma bravura. O problema está nos solos. Quando as chuvas passam do limite a terra seca não suporta o fluxo da água e abre fendas, muitas vezes crateras. Esse processo modela a paisagem do semi-árido a cada inverno. Este ano o excesso das chuvas deixou a população impressionada. Os contornos das rochas, delineados pelas fortes correntezas, denunciam o quanto o período foi assustador.


Pela primeira vez, depois de 28 anos construído, o açude Zé Tourinho (açude de Camalaú), transbordou. "Ninguém imaginava que ia acontecer isso. Agente só via uma cena como essa na televisão. Foi uma bela de uma surpresa", relatou emocionado Manoel Messias de Oliveira, morador da cidade. A força da água causou estragos numa faixa de terra de aproximadamente 300 metros. Nas rochas, a marca da energia causada pela correnteza. Buracos imensos se formaram nas pedras e parte da estrada que dá acesso à cidade se rompeu. A tragédia poderia ter sido pior caso o prefeito da cidade não tivesse recebido o alerta do professor da UFPB, Paulo Rosa. "Numa visita anterior pude observar que se houvesse transbordamento da barragem, o sangradouro não iria suportar o volume da água e haveria uma inundação de grande parte de terras. Então, o prefeito mandou desviar o canal de transbordamento e evitou um estrago maior", afirmou.


Trincheiras foram abertas devido às fortes chuvas registradas na região. Foto: Conrad Rosa


Cybelle Frazão, diretora presidente da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), afirmou que um dos maiores desafios do órgão é conscientizar a população a não invadir as áreas de inundações, o que ocorre na maioria dos reservatórios do estado. A AESA monitora 123 açudes em todo o estado. "O caso específico em Camalaú é que a cidade aproximou-se do açude e construíram a estrada dentro da bacia hidráulica. Devido as intensas chuvas no curto espaço de tempo, a AESA ficou em alerta permanente, inclusive, percebemos a necessidade de abrir as comportas para evitar a destruição da estrada, mas a população nos impediu", alegou.

Fonte: jornal O Norte por Jailma Simone.

Um comentário:

Carol disse...

Ola Dona geografia!! Hehehe, desculpa, não sei seu nome!! Olha só, o creme de leite sem soro, é o creme normal mesmo. Não sei ai, mas aui eles vem em latinhas, e temos que tirar o soro manualmente. Fazemos um foro por baixo da lata e deixamos o soro escorrer. Mas pelo que você me disse, irá fazer um tipo de ganache (creme de leite + chocolate). Ai, será melhor você usar o creme de leite fresco, vendido em garafinhas. Ele é mais líquido do que o normal, mas vai ao fogo sem problema de talhar. Rale o chocolate a ser derretido. Ferva a parte o creme de leite fresco e quando ferver, jogue sobre o chocolate ralado. Ai é só ir mexendo que ele derrete todo. Se você usaro creme deleite normal, terá que derreter primeiro o chocolate e ai misturar o creme de lite frio, pois o creme de leite normal não pode ir ao fogo ( a não ser que seja uht). Espero ter lhe ajudado um pouquinho, qualuqer dúvida, me mande um e-mail. Beijos